O sentido

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Location: Coimbra, Portugal

Menina da música* apaixonada por melodias...

Friday, May 19, 2006

Pensamentos...

"Não consigo escrever poesia: não sou poeta. Não consigo dispor as palavras com tal arte que elas reflictam as sombras e a luz: não sou pintor... Mas consigo fazer tudo isso com a música..."
"Para mim, o órgão é o rei dos instrumentos".

Wolfgang Amadeus Mozart (n. Salzburg 1756; m. Viena 1791)

Um músico é alguém que viveu e que pecou, que recorda sentimentos, fraquezas, cujo arrependimento e sensação de nostalgia e remorso transparecem na música que executa e, por isso, consegue arrebatar a assistência, cujos pontos fracos são também os seus.

Yehudi Menuhin (n. Nova Iorque, 1916)

Sinto precisamente o mesmo... Sou aprendiz de organista :p

Saturday, May 13, 2006

Situação embaraçosa...

Há uns dias estava descansada na paragem à espera do autocarro e vi algo estrondosamente nojento!! Perto da paragem existem uns semáforos; então ia um senhor a passar dentro do seu Smart quando o semáforo ficou vermelho e ele parou, como era de esperar. De repente, o senhor espirrou... e aconteceu... enfim... o ranho saltou-lhe do nariz e ficou pendurado!! Coitado do senhor, aflito, à procura de um lenço, e o ranho a crescer... a crescer...
Acontece que o semáforo ficou verde e, como o senhor não andava, começaram a apitar...
Conclusão: o senhor limpa o enorme e estrondoso fio de ranho à mão e limpa ao banco do lado e continua a conduzir como se não fosse nada c ele...
Meu Deus, que nojo... O banco deve ter ficado lindo...

Wednesday, May 10, 2006

Amizade

"Na amizade é como na música: duas cordas afinadas no mesmo tom vibram juntas."

Tuesday, May 09, 2006

A Semana

Devemos amar quando crianças.
Quando verdadeiramente somos
O medo e a solidão, a alegria e o contentamento
Em coisas demasiado simples, como
Parcerias em jogos de cartas, doces, guardados,
A vizinhança em assentos públicos.
Na idade adulta não se deve amar.
Não sabe o amor a idade da razão
Onde em si não cabe com o instinto animalesco da pureza.
Dizemos amar num tempo em que há o punho da sobrevivência,
Mas o amor não distingue a fome, e uma cegueira
Não alimenta o mesmo corpo que o pão corrói.
Amamos por piedade, por chão,
Amamos em agradecimento,
Amamos por pena, por cura, por limites,
Por precisão.
Amamos em detrimento, em culpa e abnegação;
Dizemos amar por paixão
Quando amamos em número,
E ávidos permanecemos escutando moedas e dentes
Em cerimônias e jornais.
Amamos por paz e por guerra,
Amamos por ódio, por reclusão,
Por definhamento e morte.
Somos amantes do companheiro, que é vão
Entre a arte e a solidão dos que só amam.
Amamos o medo que não nos deixa ficar sós,
E amamos as pessoas absolutamente sós, sós por nós
E que não tenham mais ninguém
A não ser os frutos do nosso conhecimento.
Buscamos amar o futuro e o passado –
Perseguimos o passado – e ambos não existem
Se o amor é onde e quando eternamente: amamos a vida –
A morte é a solidão desenvolvida.
Amamos sempre em 3ª. Pessoa,
Quando nosso cego propósito é um aniquilamento
Em nome de todas as formas verbais –
Amamos quando somos cegos.
E as vidas, como os amores e as mortes –
O amor e a morte são próximos
Como o ódio e a paixão –
Sempre acompanhadas de ritos e cerimônias ridículas,
Seguem pelas ruas a distribuir flores
E cartões de seasons.
Amamos quando estamos infinitamente doentes
De uma morte que se recupera – o amor é queda
E levitação.
Sejamos mais novos,
Envelheçamos como quixotes que geram sonhos e ilusões –
O amor é isto.
E não saberemos viver outra vida sem morte
Como não se cai sem estar de pé,
Como não se vê o sol sem estar de pé,
Como não se deve dizer como
Acabam os poemas,
Como findam as penas,
Como findam o amor e a semana,
Ou como ambos se renovam.

Do livro “O Aedo” (Prêmio Mauro Mota – Fundarpe, 1988 e Prêmio Othon Bezerra de Melo – Academia Pernambucana de Letras, 1989).

Mal-entendidos

A vida é muito estranha. Sempre feita de mal-entendidos, de situações sobre as quais ou não temos qualquer controlo ou perdemo-lo no decorrer delas. E é muito mau para nós quando estas situações afectam em demasia a nossa vida, o nosso pensamento, o nosso bem-estar, o nosso sono e as amizades que mais prezamos. Às vezes ouvimos coisas que custam tanto ser ouvidas... que nos magoam tanto... e não temos coragem de retribuir as mesmas palavras à pessoa, porque não somos capazes, porque não queremos perder a sua amizade. Mas essa mesma pessoa não vê isso e continua a usar os mesmos termos com a mesma intenção e força, sem se aperceber que isso agora não importa, o que importa é que a amizade pervaleça acima de tudo, de qualquer circunstância! Toda a gente sabe que toda a gente erra, mas mesmo quando admitimos os nossos erros, pedimos desculpas e continuam a não nos quererem ouvir...isso é simplesmente terrível, tira-nos o sono, tira-me o sono... O pior é quando essa pessoa já não nos quer ver mais à frente... Bem já estou a começar a divagar demais, por isso leiam e comentem porque gostava de saber o que pensam destas situações.

Monday, May 08, 2006

Sentir

"A música são os sentimentos, as palavras encontram um sentido para eles."
Nina Nastasia

Wednesday, May 03, 2006

Reflexão

Aqui vai uma verdade: a vida nunca mas mesmo nunca é como esperamos. Há sempre partidinhas a serem pregadas e nós acabamos sempre por ficar com cara de parvos perante elas. Acontece cada coisa mais imprevisível que...mais parece que a vida está mesmo a gozar connosco..,só que não é a vida, são os outros e muitas vezes aqueles que mais gostamos que acabam por o fazer mais frequentemente. O problema é que nunca conseguimos distinguir se tudo é feito propositadamente ou não, pelo menos eu não consigo e tenho pena disso. Mas também não sei se quero aprender a distinguir, pois acho que me ia magoar...enfim, na vida nunca nada é perfeito não é?
Será que as pessoas são sempre sinceras connosco? Se fossem o meu estado seria muito melhor, de certeza! É tempo de mudarmos as nossas atitudes e sermos sempre sinceros para que equívocos jamais tomem lugar na nossa vida e estraguem parte significativa dela.

Ser

Aquilo que somos nunca muda. Mas quem somos muda constantemente.